O interesse pela saúde e pelo funcionamento humano veio cedo — o desejo inicial era a medicina. A vida me levou primeiro para a engenharia e para o ambiente corporativo, onde passei cerca de quinze anos em grandes multinacionais, parte deles em cargos de liderança e gestão.
Esses anos não ficaram para trás quando eu mudei de profissão. Eles construíram a forma como eu penso: raciocínio estruturado, leitura estratégica de contexto e uma compreensão prática — vivida, não estudada — do que acontece com uma pessoa submetida a cobrança contínua, exposição, medo de errar e exigência de desempenho.
A transição para a psicologia não veio de insatisfação com a carreira anterior. Veio de uma ruptura: a suspeita de um câncer mudou a maneira como eu enxergava o tempo e o sentido do que eu estava fazendo com ele. Contato com a finitude tem esse efeito de organizar prioridades rápido.
A psicologia apareceu, então, menos como uma nova profissão e mais como um reencontro com uma vocação antiga.
Atendo adultos altamente funcionais em contextos de alta exigência — profissionais da saúde, do direito, da engenharia, do ambiente corporativo e do empreendedorismo. Pessoas que costumam ser descritas como responsáveis, competentes e confiáveis, e que aprenderam a sustentar níveis altos de pressão sem falar sobre isso.
Frequentemente são pessoas que passam anos cuidando de outras e adiam o próprio cuidado até que ele deixe de ser adiável.
Tenho afinidade particular com profissionais da saúde.
Parte disso vem do interesse antigo pela medicina e da familiaridade com o vocabulário e com a rotina; a outra parte vem de reconhecer, no relato deles, dinâmicas que eu vi de perto em outro setor — a mesma exigência, com apostas ainda mais altas.
Ciência sem arrogância
Práticas baseadas em evidências, atualização contínua e disposição de dizer o que ainda não se sabe. Conhecimento profundo não precisa de comunicação complicada; meu papel não é impressionar, é traduzir.
Humanidade sem perda de rigor
Não separo acolhimento de técnica. Para mim, excelência clínica sem humanidade não é excelência.
Primum non nocere.
Em primeiro lugar, não causar dano. É esse princípio que organiza meus limites clínicos, minhas decisões terapêuticas e minha disposição de encaminhar quando outro profissional é o indicado.
Incômodo com o que não se sustenta.
Existe muita prática sem validação científica sendo aplicada sobre pessoas emocionalmente fragilizadas. Eu não trabalho assim e não sou neutro em relação a isso.
Psicólogo Clínico — CRP 06/166926
Abordagem principal: Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
Abordagens complementares baseadas em evidências: DBT, MBT, ACT e FAP, utilizadas conforme a necessidade clínica
Formação em Engenharia e cerca de 15 anos de atuação corporativa em multinacionais, incluindo posições de liderança
Meu trabalho depende de participação ativa e de alguma disponibilidade para refletir entre uma sessão e outra. Não é uma abordagem de aconselhamento rápido nem de fórmulas prontas.
Além disso, há situações que pedem outro nível ou outro tipo de cuidado — atendimento presencial, acompanhamento psiquiátrico simultâneo, ou serviços de urgência. Nesses casos eu digo isso na primeira conversa e ajudo a encontrar o caminho certo.
Se você estiver em risco imediato, procure atendimento de emergência ou ligue para o CVV — 188, 24 horas, gratuito.
20 minutos, sem custo, para entender sua demanda e avaliar se eu sou o profissional indicado.